O Xadrez auxiliando na preservação das funções cognitivas


jogo de xadrez

Já estou na terceira idade há algum tempo, e percebo que minhas capacidades cognitivas permanecem relativamente preservadas, especialmente no que diz respeito à concentração, percepção e atenção.
Embora a memória às vezes falhe, acredito que um dos fatores que têm contribuído para essa preservação é a prática regular do xadrez.
Durante minha juventude, jogava xadrez com frequência, apesar de nunca ter sido um bom jogador.
No entanto, devido aos compromissos familiares e profissionais, e principalmente pela falta de oportunidades para praticar, fiquei afastado do jogo por mais de 30 anos.
Após me aposentar, com a popularização do xadrez online, onde é possível encontrar um oponente do mesmo nível em apenas cinco minutos, voltei a jogar regularmente.
Atualmente, jogo quase todos os dias na plataforma Chess.com. Como disse, não me considero um bom jogador, meu 'rating' gira em torno de 1400 pontos (meu objetivo é alcançar os 1500).
Ao retomar o hábito de jogar, percebi que, em algumas ocasiões, após finalizar uma partida, não me sentia bem. Sintomas como estresse, cansaço, dor de cabeça e palpitações eram frequentes, mas não constantes.
Com o tempo, entendi que, assim como um remédio, a dose inadequada pode gerar efeitos contrários ao desejado
Diante disso, estabeleci algumas regras para jogar xadrez de forma saudável, evitando efeitos colaterais:

  • Duração das partidas: Sempre opto por partidas de 10 minutos (10 minutos para cada jogador). Jogos mais longos me deixam exausto, enquanto que partidas rápidas (blitz) de 3 ou 5 minutos aumentam significativamente meu nível de estresse, a ponto de eu achar que poderia ter uma síncope.
  • Número de partidas diárias: Limito-me a um máximo de cinco partidas por dia. Sem essa limitação, jogaria por horas seguidas, o que acaba afetando principalmente a qualidade do meu sono.
  • Intervalo entre as partidas: Durante as sessões de jogo, o impulso de iniciar uma nova partida imediatamente após o término de outra é forte. No entanto, observei que isso não me faz bem. Por isso, faço uma pausa de no mínimo 20 minutos entre as partidas para garantir um tempo de recuperação adequado.

Essas medidas têm me permitido desfrutar do xadrez sem prejudicar meu bem-estar.

(*) Atenção:
Este post foi escrito com base no que acontece comigo. Não significa que este método irá funcionar para todas as pessoas.
Em minha opinião, se você é idoso, e nunca jogou xadrez, acredito que não é aconselhável tentar iniciar agora. Provavelmente não terá tempo, nem paciência para este aprendizado, que é longo e exaustivo.