O Xadrez auxiliando na preservação das funções cognitivas
Já estou na terceira idade há algum tempo, e percebo que minhas capacidades cognitivas permanecem relativamente preservadas,
especialmente no que diz respeito à concentração, percepção e atenção.
Embora a memória às vezes falhe, acredito que um dos fatores que têm contribuído para essa preservação é a prática regular do xadrez.
Durante minha juventude, jogava xadrez com frequência, apesar de nunca ter sido um bom jogador.
No entanto, devido aos compromissos familiares e profissionais, e principalmente pela falta de oportunidades para praticar, fiquei afastado do jogo por mais de 30 anos.
Após me aposentar, com a popularização do xadrez online, onde é possível encontrar um oponente do mesmo nível em apenas cinco minutos, voltei a jogar regularmente.
Atualmente, jogo quase todos os dias na plataforma Chess.com. Como disse, não me considero um bom jogador, meu 'rating' gira em torno de 1400 pontos (meu objetivo é alcançar os 1500).
Ao retomar o hábito de jogar, percebi que, em algumas ocasiões, após finalizar uma partida, não me sentia bem.
Sintomas como estresse, cansaço, dor de cabeça e palpitações eram frequentes, mas não constantes.
Com o tempo, entendi que, assim como um remédio, a dose inadequada pode gerar efeitos contrários ao desejado
Diante disso, estabeleci algumas regras para jogar xadrez de forma saudável, evitando efeitos colaterais:
Essas medidas têm me permitido desfrutar do xadrez sem prejudicar meu bem-estar.
(*) Atenção:
Este post foi escrito com base no que acontece comigo. Não significa que este método irá funcionar para todas as pessoas.
Em minha opinião, se você é idoso, e nunca jogou xadrez, acredito que não é aconselhável tentar iniciar agora. Provavelmente não terá tempo, nem paciência para este aprendizado, que é longo e exaustivo.